What a Wonderful World

21 06 2009
Por que algumas vezes não percebemos o prazer de ver cenas como essa?

Por que algumas vezes não percebemos o prazer de ver cenas como essa?

Fiquei pensando em como terminar o tema dessa semana. Sobre a busca pela simplicidade. O primeiro passo foi escolher a música do post. Queria algo que dissesse exatamente aquilo que eu tinha em mente. A idéia de que apesar de ser difícil, ser simples é sempre a maneira mais fácil de conseguir o que se deseja. Fuçando nos arquivos, passeando pela internet, acabei achando a música certa. Ouvir Louis Armstrong cantando What a wonderful world é um presente. Adoro a música e adoro o que ela me traz.

A busca do prazer nas coisas simples como o perfume de uma flor, um sol nascendo, a chuva no rosto num dia de verão. Coisas que qualquer um pode aproveitar, mas que pouca gente consegue curtir. Aos que moram nos grandes centros, geralmente culpamos a vida corrida, o stress e a bagunça diária por não conseguirmos reparar nessas belezas diárias.

Justamente por não nos atermos ao mais comum e corriqueiro, acabamos buscando coisas impossíveis, colocamos objetivos muito além da nossa realidade. Uma viagem ao litoral perto de sua cidade não vale. Tem que ser naquele paraíso perdido e distante. Comer uma feijoada num boteco com os amigos depois do jogo de futebol não vale, tem que ser o restaurante francês mais caro da cidade. O emprego tem que ser sempre o mais cobiçado e não o que versa sobre aquilo que você mais gosta.

Aliás, já nem sabemos mais o que gostamos ou não em alguns casos. Ficamos numa busca hedonista, prazeres complexos e falsos tentando esconder aquilo que deveria ser óbvio. Não atingimos os nossos verdadeiros prazeres porque muitas vezes os tornamos difíceis demais, devido ao medo de assumir nossos desejos.

Não quero aqui dizer que tudo se resume a ver o sol brilhar no horizonte, cantar numa roda de violão ao lado de uma fogueira ou tomar banho de rio. É claro que temos outros desejos sim. É claro que queremos e buscamos muito mais coisas. Eu tenho meus sonhos malucos, gostaria de viver das fotos que faço e dos textos que escrevo. Gostaria de ter um amor legal, gostaria de uma casa no campo (ops eu moro no campo…rs). Na verdade como qualquer um eu busco também sensações, todos buscamos.

O que eu questiono, na verdade, é essa busca pelo falso prazer. A busca incessante pelo algo novo, por preencher um vazio que nunca se preenche (eu tenho vazios assim, assumo, sou humano). Buscar no irreal algo que preencha um vazio real é a estupidez. Justamente porque é dentro da gente que se encontra a resposta.

Se você não consegue ser feliz consigo mesmo, como vai encontrar felicidade em algo? Não é a bebida, não é o sexo fácil, não é o status, o dinheiro ou qualquer outra coisa que vai te dar aquilo que você já deveria ter e não encontra dentro de si mesmo. Procure dentro de você e descubra o que realmente falta para que você consiga achar o mundo maravilhoso em suas nuances mais simples.

Eu busco isso, e até imagino que um dia vá encontrar o que procuro, até lá fazendo de tudo pra fugir dos falsos prazeres (aqueles que no fundo não me trazem prazer algum) e tento me focar nas pequenas coisas e nos desejos reais, satisfazê-los é o que procuro.

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