So Far Away

5 07 2009
Trazer para perto os que temem se mostrar

Trazer para perto os que temem se mostrar

Fechando a semana de relacionamentos virtuais trago uma banda dos anos 80. Dire Straits é uma banda que eu curto muito. Fez muito sucesso principalmente com seu disco Brothers in arm, com vários sucessos. Um deles é justamente a música de hoje (clique aqui para ver o clipe da música) So far away. Ela fala de uma pessoa que retorna a uma cidade que não gosta sem o seu amor que está distante e deixa claro que a distância não é suficiente para diminuir esse amor.

História bonita não acham? Justamente é isso que acreditam as pessoas que buscam namoros pela internet. A importância não é nada comparada com o amor. O amor não tem fronteiras. Nos últimos posts eu falei de relacionamentos totalmente virtuais, porém, algumas pessoas saem desse mundo virtual e trazem para a realidade.

O trazer para o mundo real onde as coisas não são tão facilmente ajustáveis é o ponto mais interessante de tudo. Você se arrisca a ver tudo aquilo que sonhou entre bits ruir ao perceber que a outra parte digita melhor do que age. Por outro lado existem surpresas positivas. Conheço histórias (sim é bem mais que uma) de pessoas que se conheceram através da internet e descobriram que o ao vivo não era somente bom, mas melhor do que o virtual.

É claro que não citarei nomes, mas duas amigas minhas pelo menos trocaram realmente de cidade, aliás trocaram de continente em busca do amor, e pelo tempo em que estão nesses relacionamentos e a forma como falam de suas novas vidas e do que estão fazendo na sua reconstrução profissional fora do país, só posso dizer que as histórias realmente deram muito certo. Um final mais do que feliz.

Isso falando de gente que mudou até de país. Se eu for olhar para gente da mesma cidade ou de cidades aqui mesmo no Brasil, a lista é até grande. Afinal, a internet funciona apenas como mais um canal de comunicação. Se conhece gente no trabalho, na escola, na rua, por que não na internet? Essa é uma fala constante de algumas pessoas e sou obrigado a concordar com ela em gênero, número e grau. Você conhece as idéias das pessoas e se relaciona com elas.

As pessoas também acabam entrando em chats, sites de relacionamento e até mesmo em sites especializados em formar casais. Agências de namoro modernas e virtuais, onde as pessoas colocam seus perfis, dizem o que querem, o que gostam e o que buscam. Uma forma a mais de driblar a solidão.

Eu particularmente nada tenho contra estes meios todos. Confesso que acho alguns deles mais engraçados do que outros. Nos chats, por exemplo, achei coisas super engraçadas. Ainda é claro a forma como alguns se fantasiam nos chats. Lê-se coisas como eu adoro baladas, saio pra dançar todo fim de semana, mas a pessoa está a 1 da manhã teclando todos os dias na mesma sala de bate-papos. Isso é comum. Talvez esse seja o risco, seja a pessoa que frustre ao se conhecer. Talvez seja alguém que queira sim sair pra dançar, mas não tem coragem de fazer isso só e é capaz de ao fazer isso, mesmo acompanhado, a pessoa não consiga se sentir a vontade.

Ou ainda pessoas que não se sentem a vontade com a própria imagem e mandam fotos de outras pessoas, escondem quem são e mentem a respeito de si mesmos. Essas pessoas são o risco de se passar do virtual ao real. Na verdade pessoas acabam se aproveitando do sofrimento de outros e podem até ser perigosos.

Mas reparem, eu não sou contrário a essa passagem do virtual para o real, na verdade a acho até bastante útil e talvez a verdadeira função da internet, unir as pessoas, comunicar, relacionar. Só digo que devemos sempre tomar alguns cuidados. Coisas simples como não se expor mais do que se deve (isso vale pra adolescentes principalmente). Vai conhecer uma pessoa? Procure um lugar público e pelo menos deixe com alguém o local onde você vai estar e maneiras de contato. Procure referências sempre. Não custa nada se prevenir.

Eu mesmo uso a rede para me contactar com novas pessoas, fiz e faço amigos, conheço gente e não sinto medo em afirmar isso. Apenas procuro fazer isso de forma segura e sou daqueles que não acredita que o mundo virtual substitui o real, ele pode apenas ampliar um pouco mais as opções. Se você quiser contar alguma boa história sobre relacionamentos virtuais que passaram ao real, será bastante interessante ler. Aguardo as histórias.

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One response

6 07 2009
Dona

Eu acho que muita gente usa os relacionamentos virtuais como uma máscara de proteção. Como se ser rejeitado por alguém desconhecido fosse mais fácil, ou seduzir um desconhecido fosse mais fácil também. Isso é um engano e a pessoa mente para si mesma.

Agora existe muita gente que entre no mundo virtual para passar o tempo, conversar ou mesmo realmente para conhecer alguém por inúmeros motivos. Eu posso dizer o meu: eu estava trabalhando em casa, sozinha, e quando tinha que conversar com alguém, eram mulheres (costureiras, revisadeiras, balconista da loja…). Não tinha oportunidade de sair muito, porque estava em recuperação, após uma doença (lembra? nos olhos?). Então, fora da rotina faculdade, trabalho, como conhecer gente? Um amigo me deu a idéia de entrar nesses sites de relacionamento, pra massagear o ego, dar risadas, enfim, sem grandes pretensões. E foi muito esquisito, devo admitir. Recebi e-mails pervertidos, e-mails de gente muuuuito estranha e com claros problemas de auto-estima e relacionamento e na hora que eu já estava desistindo, achando tudo uma grande bobagem mesmo, conheci o meu atual marido: um cara comum, que gostava de música e filmes e que adorava viajar e ir pra shows de rock. Bateu! Pensei comigo: ele pode ser um bom amigo, uma boa companhia para minhas próximas viagens. Casar nem estava nos nossos planos. Mas viajamos juntos e ao final de da viagem, estávamos apaixonados e resolvemos assumir namoro. Vieram mais viagens (3 minhas pra cá, 2 dele pra lá) e então, a decisão de nos casarmos e vivermos juntos para mais viagens, shows, filmes… 😉




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