Crying the rain – A-HA

8 11 2009
ams (79)

Muitas vezes choramos sem razão, sorte que algumas pessoas recolhem nossas lágrimas e nos ajudam a levantar

Depois de quase uma semana eu retorno. Sei que deveria ter passado por aqui antes, afinal até tenho o que dizer. Mas tem dias em que tudo parece mais complexo do que realmente é, e você, mesmo sabendo disso, não consegue dar o passo certo da maneira correta.

A escolha da música título desse post tem um quê de saudosismo, afinal A-ha  tocava na minha adolescência (Crying the rain tocou muito) e um quê de falta de criatividade, hoje chove e eu estou chorando, como aliás costuma acontecer também quando não chove.

Os motivos das lágrimas são diversos e não é o momento correto pra discorrer sobre isso. Agora preciso desviar um pouco o foco. No último texto eu falei de 3 pessoas, citei numa alegoria 3 saudades boas que essas pessoas me trouxeram e que de certa forma me mantém de alguma forma vivo.

Hoje conto um pouco da primeira saudade. Falo da sensação de reencontro, do desejo de rever e reprisar fatos, da vontade tremenda de modificar pequenas escolhas feitas em determinados momentos do passado que se tornaram erros. Hora de rever a história. E aqui vale ficcionar e romancear um pouco, pra coisa ficar mais palatável e pra que eu possa contar a história sem contar nada das pessoas envolvidas.

Num passado distante, num dia chuvoso como esta noite. Eu chorava como choro hoje. Perdido em pensamentos malucos. Idéias dispersas, os olhares ainda não eram dispersos, eu ainda não tinha sido realmente apresentado a câmera fotográfica. O pensamento longe, era um dia frio. As gotas de chuva batiam no meu rosto, meus óculos traziam com sigo as gotas e tentavam esconder as lágrimas que escorriam.

Eu precisava sentir a água me tocando, precisava disso. Imaginava que as gotas iam lavar os cortes da alma e curar feridas que eu até hoje nem sei como se abriram nem se realmente existiram.

E parou de chover de repente. Uma pessoa veio em minha direção. Olhou nos meus olhos e me abraçou, bastou aquilo pra minha cabeça voltar a funcionar de novo.  E foi ai que eu falhei. Não soube retribuir o que recebi. Quando mais necessário, eu não estive presente.

Confesso, aliás, que depois de escolhas mal feitas no passado, onde não levei em conta o merecimento, onde fui mais emocional do que racional. Só fui perceber o quanto essa pessoa é importante para mim quando corri o risco de realmente perdê-la. Perdê-la de uma forma que não se recupera mais.

Daí veio todo um sentimento de dor, que se transformou em alegria infantil, ou melhor , juvenil em dois momentos posteriores. O primeiro quando voltei a falar com essa pessoa, mesmo que virtualmente. Percebi que ela estava ali novamente inteira e íntegra como sempre fora e a segunda, onde ações totalmente infantis minhas deixaram na cara o que eu estava pensando, quando a revi, até mais radiante do que estava na última vez em que nos encontramos.

Ai eu percebi todos os erros que cometi, e confesso que quero repará-los. Quero de alguma forma devolver aquilo que recebi a quem realmente merece. Quero mostrar a essa pessoa o quanto ela é realmente importante para mim. Não quero que errar novamente deixando tudo passar diante dos meus olhos sem deixar claro o que penso e sinto.

Espero que a chuva não precise lavar as lágrimas do meu rosto e muito menos do rosto dessa pessoa.

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