Too Old To Rock’n roll Too Young To Die – Jethro Tull

15 12 2009

A calma e a perseverança que nos levam a sempre fazer o que a gente faz da melhor maneira possível

Mudo hoje o tema para um breve texto. Sei que ainda falta fazer o texto do JJ pra fechar a série sobre o livro Uma Longa Queda. Só que hoje me deu vontade de fazer um post diferente, sobre outro livro que li e de certa forma também uma breve homenagem a quem me emprestou esse livro.

Terminei nesse final de semana a leitura de O Velho e o Mar do Hemingway, a melhor definição que eu tenho sobre esse livro é a de que foi uma leitura especial, providenciada por alguém também especial. Alguns detalhes do livro me fizeram pensar no livro do Hornby que estou citando no blog e também na pessoa que me emprestou o livro. A história do velho pescador pra mim tem uma trilha sonora fácil, nem é o chavão clássico de se utilizar algo gravado por músicos cubanos, principalmente os que participaram do filme Buena Vista Social Club. Eu confesso que sou mais rock (apesar de adorar esse filme e esses músicos). Escolhi Jethro Tull, uma banda de rock progressivo que adoro e a música Too Old To Rocknroll Too Young To Die (clique para ver o clipe).

Como relacionar a aventura de um velho e pobre pescador, com uma música do Jethro Tull e com uma de certa forma homenagem a alguém que eu acho legal? Tudo pode parecer confuso, mas possui a sua lógica. Primeiro porque eu recomendo fortemente 3 coisas, ler este livro, ouvir esta música e banda e conhecer essa pessoa. Não que isso seja razão suficiente para um post, na verdade não é mesmo, mas já serve de início pra minha escrita.

Vale lembrar alguns fatos do texto de Hemingway. O pescador perde seu ajudante por estar a vários dias sem conseguir pescar nada. O jovem o adora, mas sua família o obriga a ir com outro pescador, isso, no entanto, não diminui o entusiasmo e nem o respeito sentidos pelo jovem com seu primeiro mestre. O pescador, mesmo velho, castigado pelo tempo e sem sorte, parte todo dia. Reconhece sua sorte e mesmo assim nunca desiste de tentar o melhor. Sua luta com o gigantesco peixe e com os tubarões o faz ir até seus limites e mesmo assim ele não desiste. Ao retornar, exausto, age como se apenas tivesse sido mais um dia comum.

A música do Jethro Tull fala um pouco da passagem do tempo, de como é difícil encarar a realidade. O tempo passa para todo mundo, mesmo que tentemos esquecer ou fugir disso, o tempo passa. Como passou para o velho pescador. Porém, mesmo assim, ele nunca deixou de ser quem é, de acreditar e ser quem ele realmente é. Você pode até sentir-se velho para o que fazia com vigor antes, mas deve lembrar-se que ainda está jovem para morrer, na verdade deve apenas diminuir o ritmo e se adequar a sua realidade. Eu gostaria de poder me dar tão bem com o tempo como o velho pescador, mas confesso que o tempo é provavelmente meu maior inimigo. Vez por outra falo disso por aqui. Quem sabe um dia essa briga não tem um vencedor.

E quem me proporcionou essa leitura? O que tem a ver com o livro? Muita coisa. Primeiro o fato de ser uma pessoa extremamente humana e até certo ponto transparente, o que é extremamente raro nos dias de hoje. Todos temos dias de bom e mau humor, aceitar isso é simplesmente aceitar-se humano, aceitar-se como realmente se é. Algo que eu confesso, gostaria de fazer com mais facilidade do que faço hoje. Eu seria alguém mais tranquilo se soubesse me comunicar com um olhar ou um sorriso, da mesma forma que essa pessoa faz.

O pescador também se preocupa muito com a qualidade daquilo que faz, irritar-se com falhas no processo as vezes parece medo, eu enxergo isso como responsabilidade. Quem não se chateia quando algo foge do controle? Eu, dentro de uma linha de raciocínio pessoal, acabo me preocupando demais com possíveis soluções ou porquês que geralmente me esqueço de perceber aquilo que sinto. Ai está mais uma coisa para aprender.

Ainda poderia dizer muito mais, como o fato de não precisar mostrar ter conhecimento, somente ser o que se sabe, assim como o pescador, ou mesmo, a força pra continuar sempre tentando pescar o enorme peixe, mas ai vai parecer excesso de rasgação de seda…rs

Também não quero apagar tudo sobre o livro do Hornby, JJ de certa forma acaba aparecendo um pouco aqui também, mas isso fica pra um próximo post.

Sobre a música, bom a pessoa ainda está extremamente jovem e pode curtir o rock e está a anos luz de ter idade pra morrer.

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2 responses

17 12 2009
pessoa

obrigada.
🙂

18 12 2009
Cure for Pain – Morphine « Olhares Dispersos

[…] afirmar que este post tem uma ligação forte com o anterior onde usei uma música do Jethro Tull (clique para ler o post anterior) para fazer uma homenagem para alguém que realmente tem me encantado como pessoa. O Mark Sandman […]




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