People Like Us (David Byrne) – John Goodman

8 03 2010

flores para as mulheres livres

Flores para as mulheres livres!

Hoje é Dia Internacional das Mulheres. Vi muitas hoje. Algumas realmente merecem os parabéns pelo dia, outras nem tanto. Não pretendo discutir o que vem a ser esse merecimento agora. Até quero falar disso, mas quero falar das mulheres de um modo mais sutil e até certo ponto masculino. Um amigo com quem discuti a ideia do texto disse que era uma forma feminista de ver o assunto, eu discordo, acho apenas que é a forma como um homem normal (eu) vê as mulheres.

A começar pelo filme que me serve de referência, a comédia romântica Feitiço do Tempo (acho que é uma das poucas traduções bizarras de nomes de filmes que realmente funciona, Feitiço do Tempo é bem mais interessante do que O Dia da Marmota). A música que dá nome ao título é do David Byrne e faz parte do filme True Stories. Na versão que apresento a vocês. John Goodman canta People Like Us numa cena do filme (clique para ver).

Tudo parece uma salada maluca, mas tem lá sua lógica na minha cabeça louca. O filme fala de um homem extremamente chato e arrogante que é obrigado a viver sempre o mesmo dia. Com o passar do tempo ele passa a perceber sua colega de trabalho e tenta todos os dias conquistá-la. Ele vai aprendendo com ela dia a dia, vai conhecendo a mulher por quem se encanta e nesse processo ocorre o principal, vai se reconhecendo e até se tornando mais feliz com as mudanças que implemente em sua própria vida graças a busca pela atenção e amor da amada.

É ai que minha linha de raciocínio entra. A música People Like Us já foi utilizada em outro post meu (clique para ler). Eu falava do dia dos namorados. Agora o enfoque é outro. O procurar gente como a gente continua, é claro. Eu quero uma namorada como eu (papo de encalhado, tudo bem eu assumo). Quero alguém que seja igual a mim. E é justamente esse o mote. Eu confesso que detesto o padrão de mulher Amélia, a ideia da mulher obedecer cegamente o homem, viver a sua sombra, cuidar do lar e dos filhos, tudo isso muito me incomoda.

Eu quero alguém igual. Alguém que tenha seus sonhos, desejos, que construa e queira construir. Alguém que queira ser igual, não mais ou menos. A tal terceira jornada pra mim também é balela, hoje é algo que se divide facilmente. E na boa, pagar uma diarista não é o fim do mundo…rs.

Essa é a visão que eu tenho da mulher. A mulher que eu parabenizo é aquela que se coloca em igualdade com o homem. Não quer o lugar do homem, apenas o seu lugar. Não quer dominar nem aceita ser dominada. Quer ser companheira e quer seu companheiro (em tempos atuais, pode querer companheira assim como homens podem querer companheiros, orientação sexual de cada um não é o mote aqui agora).

A mulher que eu parabenizo e quero mandar flores é a que é além de mulher, é humana. Hoje conheço várias delas e a todas elas eu mando meu carinho. Mulheres que querem ser gente como eu. As que se fazem de vítimas ou que são vítimas de um mundo machista, só espero que consigam se libertar do que as prendem e que sejam felizes. Uma mulher pode ser livre e feliz em casa cuidando dos filhos, mas esta deve ser a opção dela e não de outros, assim como pode ser prisioneira sendo presidente de uma multinacional. A liberdade é tudo, ter esse direito é importante.

Já em relação ao filme, vale retomar a base da história. A cada dia o personagem de Bill Murray se libertava de seus medos e se encontrava consigo mesmo. Ficando mais próximo da mulher que realmente ama. De certa forma a liberdade da mulher que ele busca é a própria liberdade dele. Eu devo retomar um pouco essa ideia no próximo post. Falando de uma história um pouco mais pessoal. Por enquanto deixo pra vocês o espaço pra falarem um pouco da mulher que acreditam merecer os parabéns por esse dia.

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2 responses

8 03 2010
Karina

Um pouco de egoísmo, mas eu mereço sim.
Obrigada..rsrs
Beijos no coração

8 03 2010
olharesdispersos

Vc está nessa lista sim….rs

smacks




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