Brasil – Cazuza

28 06 2010

Poderíamos ver essa bandeira tremular bem mais vezes


Ainda não totalmente livre da morte de Saramago, sigo meus posts. Hoje uso como referência uma coisa que vez ou outra ele dizia, sobre seu país nativo. Várias vezes ele levantou o fato de acreditar que seria melhor para Portugal ser anexada pela Espanha. Não acredito, entretanto, que isso o faça menos português do que qualquer outra pessoa.

Para tanto, quero fazer um paralelo do que ocorre com o Brasil. É engraçado como vemos em tempos de Copa do Mundo um verdadeiro desfile de bandeiras, camisetas, botons e diversos materiais que fazem alusão a um povo unido e brigador. Eu confesso que gostaria que isso fosse verdade. Gostaria que a mesma empolgação que demonstramos nos jogos de futebol fosse demonstrada também na construção de uma nação melhor.

Não estou aqui fazendo coro com a parcela da população que se diz contra o evento, gente que brada que as copas servem apenas para iludir o povo e outras coisas do gênero. Eu adoro esporte, já disse isso várias vezes aqui no blog e a Copa do Mundo é de longe o segundo maior evento esportivo existente. Perde só pras Olimpíadas e olhe que aqui no Brasil a maioria das pessoas prefere a Copa.

Eu curto o evento, em 2014 quero ver sim um dos jogos, se alguma partida ocorrer aqui em São Paulo, farei de tudo para ver um jogo no estádio, pode ser Honduras e Zâmbia já desclassificados numa terceira rodada da primeira fase, o que importará será curtir o evento. Esse curtir, entretanto, não me cega. Eu ainda gostaria que a gente tivesse a mesma postura que tem como torcedor com os nossos governantes.

Na Copa passada, o presidente Lula questionou o peso do Ronaldo, nada mais justo, o centroavante deu uma resposta bastante mal educada falando sobre o gosto pelo álcool do presidente da república. Achei sim a resposta mal educada, mas entendi em parte a ira do atacante. Poxa, ele era questionado por uma pessoa que toda vez que se questiona diz que é intriga da oposição, e para isto ocorrer independe de quem está no comando.

Nessa Copa, o Dunga é falado em todos os lugares e a todo tempo, todas as suas decisões são questionadas (não estou defendendo o Dunga, que deveria se chamar Zangado, apenas constato um fato). Hoje li que o pedágio da Imigrantes foi pra mais de 18,00, tem aumento de Senador, tem impostos incidindo sobre produtos da cesta básica e não sobre itens de luxo, tem enchentes no Nordeste e muito mais coisa acontecendo.

Temos uma eleição presidencial no segundo semestre (está chegando) e por enquanto as únicas notícias a respeito de propostas surgem de pessoas que mais atuam como torcedores de futebol do que como eleitores, é engraçado, atuamos na escolha de nossos representantes como atuamos nos estádios de futebol, com escolhas muito mais passionais do que racionais em questões que deveriam ser totalmente racionais.

Retomando o que o Saramago dizia, eu não quero ver o Brasil fazendo parte de nenhum outro país, só que gostaria sim que tivéssemos a gana que temos por nosso futebol por todas as áreas de nosso país. Ao invés de sucumbir a outro povo, ter força suficiente para que como povo forte nosso meu país cresça.

Talvez o ceticismo de Saramago tenha a ver com a sensação que se tem de que Portugal parou no tempo. Amigos que lá residem, amigos que passaram pelo país, pessoas que se mudaram daqui para lá e de lá para cá. A sensação de derrocada história é sentida em quase todos. Uma economia ainda frágil (por incrível que pareça mais frágil que a brasileira) inserida numa rica Comunidade Européia. Relativamente baixa produção Científica e pouco destaque internacional podem ter servido como algo que reforce essa posição.

Algo de certa forma oposto ao nosso tupiniquim complexo de vira-latas. Enquanto aqui nós temos o péssimo hábito de nos acharmos inferiores a outros povos em situações onde verdadeiramente não somos, algo inclusive que nos leva a diminuir o nosso país e por vezes a vender apenas uma imagem de futebol, samba, mulher, cachaça e carnaval para o mundo. Portugal parece as vezes ser o oposto, um país que em alguns de seus representantes não percebeu que diminuiu. Que apesar de ter sido gigantesco, hoje é uma nação com poderio menor no globo.

Esses comportamentos tanto de brasileiros quanto portugueses são prejudiciais aos dois grupos. Enquanto ambos não tiverem uma verdadeira noção de quem são, nem para mais nem para menos, nunca conseguirão realmente encontrar o seu verdadeiro lugar no globo. Nós temos que acreditar em nosso verdadeiro potencial e parar de exaltar de forma alucinada qualquer vitória mínima (além de olhar com mais carinho para nossos problemas reais) e eles devem esquecer o passado e se voltar ao futuro assumindo a sua pequenez. Lembrando sempre, é claro, que esse comportamento maluco não é de todos os habitantes desses dois países e que não só os dois países citados passam por crises de identidade.

Quem sabe assim pensamentos como esse de Saramago parem de surgir e ambas as nações consigam ser verdadeiramente livres? Torcendo pelas suas seleções com o orgulho de quem sabe que ela representa não tudo o que seu país produz ou mais uma forma de mostrar poderio e sim mais um espaço onde a nação se faz representar.





Eyesight to the blind – The Who e Eric Clapton

20 06 2010

Esse livro só nasceu quando conheci Saramago e a capa ilustra a cegueira e a loucura desse mundo em que vivemos

Uau, essa semana foi corrida, diversos assuntos pulando diante dos meus olhos e tempo e espaço pra falar apenas de um deles. Copa do Mundo (esse dá pra esperar), morte do Saramago (sei que é moda, mas o cara é importante pra mim), derramamento de petróleo (ainda tenho que falar disso), Mary and Max (um ótimo filme que finalmente assisti), umas fotos que fiz de algumas pessoas e me deram um prazer incrível (ainda devo esperar um pouco pra tocar no assunto).

Isso tudo, é claro, sem esquecer do resto das coisas normais do cotidiano, o dar aulas, lavar, passar, cozinhar, mandar o DETRAN pra um lugar não muito legal (isso também fica pro futuro) e diversas outras coisas. Fim de semestre infelizmente é sempre loucura e parece que o tempo todo do mundo se resume a alguns parcos minutos em que você tem que resolver se libera ou não a bomba nuclear e começa a guerra final.

Até pra falar dessa visão maluca e apocalíptica. Meio que no par ou ímpar, resolvi falar um pouco do Saramago. Autor português, falecido a poucos dias e até o momento único escritor da língua portuguesa a ganhar o prêmio Nobel. Tudo isso tem sua importância, mas confesso que pra mim a importância é menor por suas ideias e livros e mais por ele representar um período importante da minha vida. Até concordo com muito do seu pensamento, também sou ateu, e tenho uma visão similar sobre a existência humana e a morte, porém, por mais absurdo que possa parecer. Qualquer ideia que eu tenha sobre Saramago, só me traz alegria, felicidade e até uma certa euforia juvenil.

Quando tive contato com o livro Ensaio Sobre a Cegueira, com alguém que estudava o autor e em particular esse livro de forma profunda, consegui encontrar detalhes que me trouxeram certo encanto maior com a literatura. Com isso, eu até passei a tomar mais cuidado com as poesias que escrevo e com as fotos que produzo, a ideia de que as mensagens são válidas e importantes e que tem gente que busca sim as mensagens naquilo que consome (livros, músicas, pinturas, folhetos, qualquer mídia) me encantou e me fez querer voltar a escrever de forma mais consciente e com mais qualidade. Não sei se consegui, mas meu primeiro livro surgiu nesse período e realmente parece que funcionou, tem gente já me cobrando o segundo que deve surgir sim em breve, estou na fase de estudos.

Uma das personagens do livro me encanta profundamente, porque a vejo como a representação fiel do que deveriam ser as relações humanas. A mulher do médico, alguém que serve de guia naquilo que pode e que mesmo tendo suas fragilidades faz o que se espera dela com carinho e vontade. Vejo também a cegueira branca como a mesma cegueira que temos para muita coisa que nos cerca, a criança que passa fome, o vizinho que pede ajuda, o vereador que vou votar e assim por diante. Uma cegueira semelhante a do Tommy na ópera rock de mesmo nome do The Who. Tanto que a música título do post, Eyesight to the Blind (agora o vídeo aparece direto na abertura do tópico, embaixo da foto) foi retirada desse musical.

A busca pela cura em ambos os casos (musical e livro) passa justamente por conseguir aceitar e entender a realidade. Enxergar o mundo como ele é, sem floreios. Ter coragem pra enfrentar  toda dor que possa surgir, como ocorreu com Tommy, ou ter coragem apenas para se situar nesse mundo podre como ele é, caso do Ensaio sobre a cegueira.

Em ambos os casos, a cura aparece de forma misteriosa. Como é misterioso o que nos leva a agir como agimos, a criar uma série de regras sociais e simplesmente jogá-las no lixo se nos for confortável. Realmente fazemos isso o tempo todo. Ser correto socialmente o tempo todo deveria ser o básico, mas infelizmente é algo que só ocorre até a página 2. Eu sou correto se vale a pena pra mim. Está na hora de mudar isso, de pensar sobre isso. É o que o The Who e o Saramago disseram. Será que a gente pensa sobre isso realmente?

Mesmo sendo uma leitura pesada, essa e a de outros livros dele, como O Ano da Morte de Ricardo Reis, Evangelho Segundo Jesus Cristo, Intermitências da Morte e outros me fazem pensar na existência humana e me fazem sorrir. Eu sorrio porque encontrei um motivo pra escrever e fotografar. Escrevo porque isso pode gerar discussão, ficaria imensamente feliz de discutir meus versos com quem os lê, tentando encontrar nessa conversa visões diferentes da minha que enriqueçam o que eu faço, vale o mesmo pras fotos.

Essa paixão, confesso que só descobri no contexto em que conheci Saramago, não devo isso a ele, mas sim a uma amiga que o estudava, mas ele é um marco desse período. Até por isso este post.

Saramago DESCANSE EM PAZ!!!





32 Dentes – Titãs

13 06 2010

Todo adolescente é um tanto guerreiro irresponsável

Domingo é dia de post novo no blog, a falta de tempo tem me forçado a escrever apenas uma vez por semana, uma pena porque confesso que o blog funciona como uma terapia pra mim. Alguns leitores até me pediram pra de novo fazer um post falando de namoro/encalhe, como a série que fiz ano passado sobre o dia dos encalhados.  Se alguém quiser ver os posts, vale clicar aqui para ler o primeiro da série “É impossível ser feliz sozinho”, para ler o segundo clique aqui “Eu me amo, não posso mais viver sem mim…” e para ler o terceiro clique aqui “People like us”.

Eu resolvi, porém, continuar o tema da semana passada. Falar dos sonhos jovens está sendo interessante. Falar do envelhecer da mente. Ainda mais depois do ocorrido nesta semana. Depois de um longo tempo sem esse tipo de atividade. Sexta-feira de manhã fiz uma pequena palestra sobre fotografia para os alunos de uma escola chamada Giordano Bruno, situada na zona oeste de São Paulo, na rodovia Raposo Tavares. Dessa vez não fui falar do meu livro, mas sim falar mesmo de fotografia e da forma como eu encaro a fotografia como linguagem. Algo bastante preso a mensagem e a composição e pouco preso a ruído, foco, etc. Uma maneira pessoal de ver a arte fotográfica.

Fui a pedido de uma grande amiga minha, professora desses alunos, revê-la é sempre instigante, digamos que sempre temos o que conversar, sempre temos assunto e sempre vale a pena. Só por isso já valeria o esforço de acordar muito cedo nessa sexta fria que passou. Mas existiu muito mais do que isso. Bem mais, aliás.

Semana passada eu dizia que ser adolescente era ser meio irresponsável, ser dono do mundo. Eu dou aula para adolescentes e vejo isso todo dia. As respostas curtas e rápidas para tudo e soluções básicas parecem resolver todos os problemas do universo. Eu vejo isso no meu mundinho. Vi isso também num mundinho em que não estava acostumado a frequentar.

Vi ali a passagem nítida da infância para a adolescência. A vontade de falar e o medo de se expor ao mesmo tempo. Era engraçado como quando pedi para produzirem uma foto a partir do que querem dizer ao mundo, alguns tinham um discurso pronto, outros tinham vontade de falar mas tinham medo e outros refugiaram-se no vou falar o óbvio até entender o que exatamente vai acontecer aqui. Tivemos dentro do mesmo espaço, demonstrações de medo infantil, medo senil (sendo aqui senil não pejorativo, mas vinculado ao post anterior) e irresponsabilidade adolescente.

Agora estou aqui ouvindo Titãs, a música 32 dentes (clique para ouvir) tem tudo a ver com o que estou pensando. Tem uma música do Marcos Valle, Com mais de 30 (clique para ouvir) que é anterior e na verdade parece até ter sido a base para a música dos Titãs. Essa história do confiar ou não em alguém, do confiar mais em si mesmo do que no outro é algo que me encanta até certo ponto na adolescência. Uma irresponsabilidade dócil e divertida, uma liberdade de pensar baseada  no eu vou sim sofrer os riscos e seguir o que acredito.

Encontrar uma postura de olhar nos olhos e ser igual de um grupo de jovens que você já conhece e convive até um certo ponto é normal, receber esse mesmo tratamento de pessoas que você nunca viu se torna algo deliciosamente divertido. Não encaro isso como empáfia, não encaro isso como soberba, vejo apenas como excesso de auto-confiança, até porque no final das contas, todos me ouviram, me questionaram no que quiseram e o que é mais importante, não aceitaram de mão beijada tudo o que eu falei.

Questionar faz parte de criar um futuro melhor, questionar faz parte do não aceitar pronto uma verdade que nos querem colocar goela abaixo. O grande problema disso tudo é saber a forma correta de questionar, como se questiona? Como professor é isso que mais me incomoda, será que eu ensino de forma correta meus alunos a questionarem? Será que eles possuem a autonomia necessária?

Tudo isso veio depois da conversa com esses alunos. Foi divertido perceber que jovens são jovens em qualquer lugar que estejam. Divertido ver que realidades diferentes acabam convergindo e que as diferenças de informação não alteram a principal característica desse grupo, que é o questionar e duvidar. Inicialmente duvidam de tudo e todos, até que consigam criar o seu pequeno repertório de crenças e locais onde possa se fixar para então usar como referência a seus questionamentos.

E confesso, é muito gostoso ser questionado, te faz crescer, bem mais divertido do que questionar, talvez por isso eu escreva esse blog, é um espaço onde eu posso ser questionado por quem me lê e onde eu posso de forma adolescente falar o que me dá na telha, conseguir juntar essas duas coisas é a máxima liberdade.

Sei que tudo parece meio confuso nesse texto, mas no fundo eu quero apenas dizer que adorei a sexta-feira e que ela me fez perceber que faço a coisa certa quando peço que questionem aquilo que eu penso. Aliás, você que está me lendo, o que questiona? Alguma grande questão? Hora de voltar ou viver a adolescência no meu blog.





Eu tive um sonho – Kid Abelha

6 06 2010

uma criança fugiria, um adolescente enfrentaria e um velho teria medo de agir, é preciso ser um pouco de cada sempre

Quem me conhece a mais tempo sabe que eu nunca gostei desse mundo em que vivemos. Quando mais jovem eu sonhava em mudar esse mundo. Queria mudar tudo aquilo que me incomodava. Por um período achava que a fé poderia salvar o mundo. Depois, com mais idade e juízo percebi que nada tinha a ver com religião. Passei então a sonhar com mudanças mais estruturais.

Até pensei em movimentos políticos, fiz parte de um grupo ambiental. Achei que o mundo todo era folgado e que tínhamos que mexer as estruturas pra que surgisse um lugar minimamente bom pra ser habitado pela população. Só que eu era muito autocentrado. Achava que a minha visão é que era a correta. Achava que eu tinha todas as verdades do mundo e que o mundo tinha que ser como nos meus sonhos.

Besteira adolescente. Quando a gente acha que somos os donos do mundo, que nossos medos são os únicos que valem e quando achamos que tudo vai se resolver se seguirem o que a gente acha correto. Bons tempos de adolescência, menos preocupações, os problemas básicos se resumiam a quando eu vou conseguir beijar aquela menina, quando a banda que eu gosto vai lançar um novo disco (de vinil). Quando começam a vender os ingressos pro show. E nesse meio tempo, é claro, discussões filosóficas de como criar um mundo perfeito.

É o fim das guerras, a igualdade entre todos os seres, o fim da violência urbana, abaixo os uniformes, o fim das forças armadas, abaixo os governos, o capital nos traz vergonha (mesmo que dependamos absurdamente do vil metal para consumirmos tudo aquilo que queremos).

É nessa visão restrita da vida que acabam residindo os grandes sonhos. Como a música do Kid Abelha “Eu tive um sonho”(clique para ver o clipe), é tudo um grande sonho onde o abrir e fechar de olhos traz soluções e no final de tudo, beijos e carinhos na pessoa amada.

Sexta-feira no trabalho, asisti ao filme As Melhores Coisas do Mundo e participei de um debate com a diretora Laís Bodanzky e com o co-autor dos livros que serviu de base pro roteiro Gilberto Dimenstein. Foi divertido ver e falar sobre adolescentes, e mais do que isso, o debate me fez voltar no tempo e lembrar-se de como eu via as coisas naquele tempo, comparando com a leitura que eu faço do mundo hoje.

É incrível como eu deixava os detalhes passarem em branco. Me prendia a grandes fatos. Tudo era gigantesco e simples. As respostas eram todas básicas. De certa forma, de maneira muito semelhante aos jovens que eu vejo hoje.

Pra acabar com a fome do mundo bastaria distribuir alimentos e pronto, afinal eles estão ai. Mas e os produtores? E a terra? E os custos de distribuição? E o direito a propriedade? Os governos eram desnecessários, nós podíamos nos agrupar e organizar tudo sozinhos. Mas e as leis? E a ordem? E a organização real do sistema e o respeito a culturas diversas?

Pode parecer uma visão simplista minha, mas hoje vejo como o envelhecer o ato de passar a se preocupar com os detalhes. Quanto mais presos a detalhes mais velhos estamos. E ai nem é idade cronológica, mas idade mental. São os detalhes que nos impedem muitas vezes de agir. A maturidade é o ideal. Conseguir um equilíbrio onde não se faz tudo por impulso e nem se deixa de fazer tudo por se prender a milhares de detalhezinhos. Existe ainda uma fase anterior e infantil. A fase do medo, crianças possuem um medo tremendo do mundo que as cerca e muitas vezes nada fazem por falta de confiança.

Dentro dessa minha torpe linha de pensamento. Se você não faz algo por medo sem explicação é criança nesse assunto. Se você faz tudo sem medir as conseqüências e sempre sem pensar, está vivendo a adolescência do tema. Por outro lado, quando só lhe restam os detalhes que lhe impedem de agir. Quando procura mil desculpas e falhas no processo. Significa que seu tempo passou e você envelheceu nesse assunto.

E gosto de frisar o assunto porque acredito que em cada coisa temos mais ou menos maturidade. Alguém pode ser maduro nas relações interpessoais, velho no trabalho e criança nos cuidados com o próprio corpo. As combinações são infinitas, eu mesmo reconheço facilmente momentos e situações onde sou criança, adolescente, maduro ou velho. E você? Como se enxerga? Apresenta o mesmo grau de maturidade em todos os aspectos da sua vida? Consegue sonhar em todos os aspecto? Faz seus sonhos acontecerem?